dez 23 2015

A Queda! As últimas horas de Hitler (Der Untergang)

quedaQue estranho fascínio esta criatura diabólica, conhecida como Adolf Hitler, exerce sobre o imaginário humano! No entanto, “A Queda” não trabalhará, como já foi feito até a exaustão pelo cinema norte-americano, este assunto demonizando o ditador, mas sim, com uma sutileza extraordinária, revelando a humanidade que havia naquele bunker em Berlim.

Conhecer um pouco da História da Segunda Grande Guerra não é vital, porém, contribui para reconhecer aquelas personalidades que marcaram negativamente a contemporaneidade: Hitler, Himmler, Goebbels, Speer, Eva Braun, Fegelein, além de outras que não aparecem no filme, mas que são mencionadas, como Göring e Dalitz.

O século XX foi bastante produtivo em crueldade e, ao invés de heróis, temos uma galeria de vilões. Hitler está, sem sombra de dúvida, no topo do pedestal da crueldade. Por isso, “A Queda” se torna um filme tão surpreendente: vemos um indivíduo contraditório, que consegue ser afável com seus subalternos civis, gosta de animais, atencioso com sua concubina – Eva Braun -, ao mesmo tempo em que é irascível, megalomaníaco, cruel, paranoico e inclemente.

Além de abordar os últimos dias do Führer em seu esconderijo, esta maravilhosa produção alemã, a primeira na história do cinema a apresentar um ator alemão no papel do ditador, revela toda sorte de emoções e comportamentos daqueles que estão próximos ao poder, variando da fidelidade cega de Goebbels, crente de que Hitler pode ainda conseguir se salvar, até os desesperados que não estão mais dispostos à morrer por um sonho insano.

Ver retratado em um filme tudo aquilo que documentários e livros durante décadas tentaram reproduzir – um governante descontrolado, comandando em mapas tropas que já foram dizimadas, arquitetando planos impraticáveis, enfurecido com conspiradores inexistentes, disposto a sacrificar milhões de vidas ao invés de se render – é bastante impactante.

Como que um só indivíduo foi capaz de unificar um povo inteiro num delírio imperial? Isso ainda permanece um mistério. Não há dúvidas de que Hitler não possuía o apoio incondicional de todas as pessoas, nem mesmo de membros das estruturas de poder. Muitos sabiam que seus projetos eram impraticáveis, muitos tentaram abandonar o barco quando este começou a naufragar, muitos civis morreram sem jamais poder escolher entre a vida ou a morte.

“A Queda” é um dos filmes que merece ser visto por causa das grandes lições que encerra. Exemplos de crueldades que não podem ser esquecidos; exemplos de humanidade que transcendem até mesmo a barbárie da guerra. Atuações magistrais (entre elas a de Bruno Ganz no papel de Hitler e de Ulrich Matthes como Joseph Goebbels) e uma reconstrução histórica excepcional fazem deste filme simplesmente uma obra-prima do cinema. (Crítica de Henry Alfred, postado no blog: “O crítico – críticas cinematográficas“, gentilmente cedido para divulgação neste site).

Indicado pelos geógrafos Igor Moreira e Elizabeth Auricchio, em seu livro didático “Construindo o espaço mundial” (veja bibliografia abaixo), este título cinematográfico, representa um modo interessante e eficiente de entender a guerra que mudou o mundo: olhando cerca de sessenta anos atrás. Ele apresenta os momentos finais da derrota alemã na II Guerra Mundial, baseado em livros de pessoas que foram próximas a Hitler e acompanharam de perto os eventos finais do conflito.

A seguir você poderá conferir o trailer do filme:

Para conhecer mais detalhes sobre este filme ( curiosidades, imagens, premiações, etc), o site Adorocinema é uma boa opção. Clique aqui e conheça mais sobre esta obra cinematográfica.

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MOREIRA, Igor Antonio Gomes; AURICCHIO, Elizabeth. Construindo o espaço. 3. ed. São Paulo: Ática, 2008. (Construindo o espaço mundial – 8ª série).

A QUEDA (Der Untergang). Direção: Oliver Hirschbiegel. Com: Bruno Ganz (Adolf Hitler), Alexandra Maria Lara (Traudl Junge) e grande elenco. Alemanha/Itália, 2004. Gênero: Drama. Duração: 156 minutos.

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