jan 01 2016

Entrevistas: Edgar Morin, Emília Ferreiro e Álvaro Marchesi

morinEDGAR MORIN. Sociólogo, historiador, geógrafo e advogado. Morin, é autor do livro: Os sete saberes necessários à Educação do futuro.

Segundo o autor: “Um dos principais objetivos da educação é ensinar valores. E esses são incorporados pela criança desde muito cedo. É preciso mostrar a ela como compreender a si mesma para que possa compreender os outros e a humanidade em geral. Os jovens têm de conhecer as particularidades do ser humano e o papel dele na era planetária que vivemos. Por isso a educação ainda não está fazendo sua parte. O sistema educativo não incorpora essas discussões e, pior, fragmenta a realidade, simplifica o complexo, separa o que é inseparável, ignora a multiplicidade e a diversidade.” (Trecho extraído da entrevista).

Nesta entrevista, Edgar Morin, explica à Revista Nova Escola, Edição nº 168 de dezembro de 2003, um pouco de seu pensamento e diz que a reforma mais ampla no ensino pode começar a ser feita em cada sala de aula.

Clique aqui e leia a entrevista na íntegra.

ferreroEMÍLIA FERREIRO. “Quem alfabetiza com textos variados prepara melhor para a internet”. Esta frase, foi dita pela educadora, que em entrevista à Revista Nova Escola, Edição nº 162 de maio de 2003, também afirma que a alfabetização não é um estado, mas sim um processo.

Ferreiro, é psicolinguista de origem argentina, discípula de Jean Piaget, que revolucionou o conhecimento que se tinha sobre a aquisição da leitura e da escrita quando lançou, com Ana Teberosky, o livro “Psicogênese da Língua Escrita”, em que descreve os estágios pelos quais as crianças passam até compreender o ler e o escrever. Nesta entrevista, é discutido a “consciência fonológica”, o que vem a ser a expressão “letramento”, dentre outras questões.

Sempre defendi o acesso imediato da criança a jornais, revistas, livros de literatura, dicionários, enciclopédias. A tendência de quem não compartilha da minha opinião é ter livros com níveis de dificuldades seriados. Com o advento da internet nasceu também o espaço mais intertextual e mais variado que existe, mais até que uma biblioteca. Ou seja, quem está alfabetizando com textos variados prepara sua turma muitíssimo mais para a internet do que quem faz um trabalho mostrando primeiro uma letrinha e depois a outra. Para utilizar o computador e a internet é preciso enfrentar todo o alfabeto ao mesmo tempo. No teclado, as letras aparecem juntas — e, como se não bastasse, fora de ordem.” (Trecho extraído da entrevista).

Clique aqui e leia a entrevista: “Alfabetização e cultura escrita”.

alvaro-marchesiÁLVARO MARCHESI. Na revista Nova Escola, edição nº 201 de abril de 2007, Álvaro Marchesi dá sua contribuição à educação, respondendo a algumas questões relacionadas à forma como os jovens têm trazido novas problemáticas para a escola e como o mesmo enfrentou as críticas à reforma que comandou, na Espanha, além de comentar os dez anos dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) no Brasil, inspirados em suas idéias.

Por sua atuação na Educação, Álvaro Marchesi já foi eleito uma das 50 personalidades mais importantes da Espanha. Formado em Psicologia pela Universidade de Madri, ele foi um dos responsáveis pela reforma educacional implantada em 1990 em seu país. A Lei de Ordenação Geral do Sistema Educativo, considerada avançada por pregar a diversidade, tornou o ensino obrigatório e gratuito até os 16 anos, deu mais autonomia às escolas, incluiu alunos com deficiência no sistema regular e agregou o ensino profissionalizante ao nível médio, entre outras mudanças – todas muito contestadas.

A violência é sem dúvida um grave problema para a humanidade, mas por que agora parece que tudo está mais difícil? Porque antes tínhamos menos estudantes. A escola sempre foi voltada às crianças de classe média. E mais: tinha como objetivo atender àqueles que tinham poucos problemas de aprendizagem. Hoje, ela deve acolher todos, sejam de classe média ou baixa, com ou sem família, com deficiência ou não. A vantagem é de todos nós. Ganhamos a possibilidade de viver em países mais justos.” (Trecho extraído da entrevista).

Clique aqui e leia a entrevista: “Cidadania só faz sentido quando os alunos são respeitados”.

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